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Pequeno sítio, com grafismos puros, de coloração vermelha, distribuídos em apenas um painel. Sobre o painel há escorrimento de sais, recobrimento por pátina, fissuras e fraturas na rocha, ocorrência de colônias de liquens, galerias de térmitas, nidificações de vespas e raízes com desenvolvimento entre fissuras e fraturas da rocha. 3.1.2. Sítio arqueológico Cacimba II O sítio distante 175 m do Cacimba I. Os grafismos estão distribuídos em uma área aproximada de 10 m, formando pequenas concentrações de pinturas na cor vermelha, alguns possuem diferentes tonalidades. São em maioria grafismos puros, mas ocorre também um motivo zoomorfo: uma ave. Há no sítio ampla deposição de pátina, esmaecimento de alguns grafismos, colônias de liquens e nidificação de vespas. 3.1.3. Sítio arqueológico Cacimba III O sítio Cacimba III dista 1.000 m do sítio Cacimba II. A área está situada em um enorme abrigo onde foram observadas diversas pinturas dispostas desde a base da parede até o teto. Os grafismos estão distribuídos por todo o abrigo, em área aproximada de 6 m de extensão. As pinturas são em sua maioria de cor vermelha e apenas uma ocorrência em coloração amarela, cujas representações formam grafismos puros (Figura 2). As pinturas encontram-se esmaecidas, com pátina, nidificações de vespas e galerias de cupim. Embora o local seja de difícil acesso, encontra-se pichado.
3.2. Sítio Arqueológico Formosa Os grafismos estão distribuídos por uma área de aproximadamente 15 m, compondo conjuntos bastantes próximos uns dos outros. Observaram-se grafismos puros nas cores vermelha, amarela e preta; ocorre um círculo raiado na cor vermelha (Figura 3). Os fatores intempéricos prejudiciais às pinturas são escorrimento de pátina, fissuras e fraturas na rocha, os biológicos são colônias de liquens e nidificações de vespas.
Localizado em pequeno abrigo, próximo a um riacho intermitente. Os grafismos são de coloração vermelha, distribuídos em uma área aproximada de 8 m. Possui tanto grafismos puros quanto grafismos de composição, especificamente um zoomorfo (Figura 4). Há no sítio pinturas esmaecidas, presença de pátina, diversas fissuras e fraturas na rocha, bem como colônias de liquens. Atualmente a área é utilizada para atividades religiosas afrodescendentes.
Sítio situado na margem esquerda de um riacho intermitente. Os grafismos são na cor vermelha e estão dispersos por toda extensão do suporte rochoso de 6 m. Predominam grafismos puros, mas há um zoomorfo. Há ação de fatores intempéricos: fissuras, fraturas na rocha e colônia de líquens. 3.3.3. Sitio arqueológico Maninho III Sítio em pequeno abrigo situado à margem de riacho intermitente, distante 20 m do Maninho II. O painel com 1 m apresenta grafismos puros, na cor vermelha (Figura 5). Semelhante aos sítios da área, o sítio Maninho III está com parte de suas pinturas apresentando diferentes graus de esmaecimento. Há pátina, fissuras na rocha e líquens.
3.3.4. Sitio arqueológico Maninho IV Sítio situado em margem de riacho intermitente. Os grafismos são puros e estão distribuídos em painel com comprimento aproximado de 4 m. As pinturas são todas na cor vermelha, estas se encontram em avançado estado de esmaecimento. 3.4.1. Sítio arqueológico Puçá I Os grafismos estão distribuídos em um painel com aproximadamente 5 m de comprimento e 4 m de altura, situados em margem de riacho intermitente. São grafismos puros, de cor vermelha, em avançado estado de esmaecimento, apesar de estarem em local protegido de luminosidade. Os fatores intempéricos são fraturas, fissuras na rocha e pátina, além de pequenas colônias de líquens. 3.4.2. Sítio arqueológico Puçá II O sítio está a 60 m do Puçá I, ambos estão em compartimento ambiental semelhante, tendo sombra durante todo o dia. As representações são na cor vermelha e amarela; os grafismos são puros, bastante esmaecidos e borrados. Os efeitos intempéricos são o escorrimento de pátina e a presença de líquens (Figura 6).
Sítio com maior quantidade de grafismos da Grota do Puçá. Possui o maior painel da área pesquisada, com cerca de 6 m x 3 m, com diversos grafismos distribuídos, todos na cor vermelha, com pouca variação de tonalidade. Ocorrem grafismos puros, bem como carimbos de mãos. Há no sítio esmaecimento de grafismos, fratura da rocha, presença de pátina, crescimento de vegetais sobre partes do painel, nidificação de vespas e desenvolvimento de colônias de líquens (Figura 7).
3.4.4. Sítio arqueológico Puçá IV Sítio com um painel contendo grafismos puros, todos na coloração vermelha (Figura 8). Há esmaecimento de figuras, fratura da rocha, recobrimento por pátina, crescimento de vegetais sobre partes do painel, nidificação de vespas e colônias de liquens.
Área com grafismos rupestres compostos por um pequeno painel de pinturas com representações geométricas e grafismos puros na cor vermelha (Figura 9). Quanto à conservação foram observadas presença de pátina, esmaecimento de figuras, galerias de cupins, nidificações de vespas.
3.4.6. Sítio arqueológico Puçá VI Pequeno sítio com um painel composto por poucos grafismos puros e de cor vermelha. Sobre o estado de conservação observou-se esmaecimento dos grafismos, fraturas e fissuras na rocha, bem como presença de pátina. 3.4.7. Sítio arqueológico Puçá VII Composto por um painel com extensão de 4 m. Os grafismos observados estão distribuídos em todo o painel. São grafismos puros, todos de coloração vermelha (Figura 10). O painel fica exposto à luz solar, há fraturas e fissuras na rocha, pátina e esmaecimento dos grafismos, bem como nidificação de vespas e colônias de líquens.
3.5. Sítio arqueológico Curralinho Ocorre um painel com grafismos puros e um provável biomorfo, todos na cor vermelha (Figura 11). A coloração vermelha está bem conservada em algumas figuras, no entanto, observou-se forte ação de fatores físico-químicos que podem comprometer em longo prazo a visualização dessas pinturas.
3.6.1. Sítio arqueológico Gangorra I As pinturas verificadas são grafismos puros, na cor vermelha. Quanto ao estado de conservação foi observada a presença de pátina sobre ou próximo às pinturas, escorrimento escuro possivelmente originário da decomposição de vegetais, além de colônias de líquens, nidificações de vespas e brotamentos de bromeliáceas e cactáceas. 3.6.2. Sítio arqueológico Gangorra II Sítio com três painéis que distam 2 m uns dos outros. As representações são vermelhas, formam grafismos puros não reconhecíveis, linhas e grafismos elaborados por pontos (Figura 12). As pinturas observadas nos três painéis apresentam diferentes estados de esmaecimento, além da deposição de pátina, escorrimento de água próximo às figurações, acarretando o crescimento de colônias de líquens.
Sítio de pintura contendo um pequeno painel com apenas um grafismo puro na cor vermelha, isolado no suporte rochoso, não havendo qualquer outra figura. A pintura encontra-se bastante esmaecida.
Sítio com um painel de pinturas de coloração vermelha contém grafismos puros em avançado estado de esmaecimento. Observam-se fissuras no painel e deposição de pátina próxima e sobre as mesmas. 3.6.5. Sítio arqueológico Gangorra V Sítio com três painéis, os grafismos são puros, todos de coloração vermelha (Figura 13). Quanto ao estado de conservação observam-se esmaecimento, recobrimento de pátina e fissuras na rocha, quanto aos agentes biológicos foi detectada apenas a presença de colônia de liquens.
3.7. Sítio arqueológico Juvenal Sítio composto por um pequeno painel com área inferior a 1,0 m_ apresentando grafismos puros na cor vermelha. No que diz respeito à conservação, os grafismos estão em avançado estado de esmaecimento, sendo verificadas alterações na coloração da rocha, além da presença de colônia de liquens próximo aos grafismos (Figura 14).
3.8.1. Sítio arqueológico Olho D’Água I Sítio de pintura conhecido localmente como Toca dos Morcegos e identificado como uma pequena cavidade. No painel foram observados diversos grafismos puros e de composição na cor vermelha (Figura 15). Há representação de alguns zoomorfos, todos estáticos, dentre estes um quadrúpede mamaliforme de orelhas em riste, de ventre para cima, preso pelas quatro patas (Figura 15). As representações estão presentes apenas do lado de fora do abrigo, na zona de luminosidade. Quanto à conservação, esses apresentam manchas de escorrimento de sais, há ainda fissuras e fraturas na rocha. O fator mais agravante detectador nesse sítio foi à presença de escavações realizadas por garimpeiros, no interior da toca. Estes efetuaram a retirada de quase todo o piso e em meio ao sedimento retirado encontramos um artefato lítico em sílex lascado.
3.8.2. Sítio arqueológico Olho D’água II Sítio apresentando majoritariamente grafismos puros na cor vermelha, mas, ocorrendo um zoomorfo passeriforme. Sobre a conservação dos grafismos observa-se que estão parcialmente recobertos por camada de pátina, bem como recobrimento de sais, tendo sido ainda identificada diversas fraturas e fissuras no suporte rochoso. Além dos fatores físicos foram observadas também nidificações de vespas e galerias de cupins, essas sobre e próximas às pinturas. 3.8.3. Sítio arqueológico Olho D’água III Sítio de pintura rupestre com três painéis, o sítio possui uma extensão aproximada de 30 m. Diante da analise realizada, nos três painéis de pintura verificaram-se as seguintes características: no painel 1 há predomínio de grafismos puros, com algumas ocorrências de grafismos de composição (zoomorfo ou antropomorfo); no painel 2 foi identificado maior concentração de grafismos de composição, quando comparado ao painel 1, mas mantendo o predomínio de grafismos puros; no painel três 3 identificou-se maior número de grafismos de composição, quando comparado aos outros dois painéis, tendo esse último a ocorrência de zoomorfos mamaliformes, antropomorfos e de passeriformes (Figura 16). Há sobreposição de figuras nesse sítio. Quanto ao estado de conservação dos painéis ocorre escorrimento de sais, fissuras e fraturas na rocha, nidificação de vespas e crescimento de bromeliáceas nas fissuras próximas às pinturas. O sítio está próximo a uma área utilizada para banho por moradores locais.
3.8.4. Sítio arqueológico Olho D’água IV Os grafismos rupestres identificados no sítio Olho D’água IV estão contidos em apenas um painel, com extensão de 4,0 m e altura em 2,0 m. As representações, todas na cor vermelha foram classificadas como grafismos puros, ocorrendo círculos raiados que estão dispostos de forma bem expressiva (Figura 17). Observa-se nesse sítio a ocorrência de sobreposições. Quanto à conservação, as pinturas estão levemente recobertas por uma fina camada de pátina, há escorrimento de sais. Foi detectada uma área raspagem de um dos grafismos (Figura 17).
3.9.1. Sítio Arqueológico Bicas I Sítio localizado a menos de 10 m de um riacho sazonal. Possui grafismos puros nas cores vermelha e amarela, que se estendem a altura superior a 4 m. Os painéis que compõem este sítio apresentam áreas de esmaecimentos ocasionados pelo escorrimento de água e deposição de calcita sobre as mesmas (Figura 18).
3.9.2. Sítio Arqueológico Bicas II Sítio localizado a menos de 10 m de um riacho sazonal. O painel apresenta poucas pinturas espaçadas no paredão, compreendendo uma área aproximada de 10 m. Os grafismos são puros e se apresentam na cor vermelha estando levemente esmaecidas. Algumas pinturas se situam em áreas parcialmente protegidas, o que proporciona alguma preservação, contudo outras estão descamadas (Figura 19). Há em partes do sítio deposição de calcita por sobre as figuras.
3.9.3. Sítio Arqueológico Bicas III Sítio localizado a menos de 10 m de um riacho sazonal. Apresentando grafismos puros, incluindo uma figura geométrica elaborada, todas na cor vermelha. As pinturas alcançam altura superior a 5 m, situados em área de difícil acesso. Há escorrimento de calcita sobre as figurações, além de colônias de líquens. Durante o levantamento constatamos materiais líticos lascados em superfície. 3.9.4. Sítio Arqueológico Bicas IV Sítio localizado a menos de 10 m de uma fonte de água. As pinturas são caracterizadas por grafismos puros, mas, ocorrem figuras zoomorfas estáticas, todas na cor vermelha (Figura 20). As figuras se distribuem no painel até uma altura aproximada de 6 m. Os grafismos se apresentam com leve esmaecimento e escorrimento de calcita.
3.9.5. Sítio Arqueológico Bicas V Sítio localizado a menos de 10 metros de um riacho sazonal. O sítio apresenta grafismos puros na cor vermelha, estes bastante esmaecidos e com severo escorrimento de sais por sobre o painel (Figura 21).
3.9.6. Sítio Arqueológico Bicas VI Sítio com dois painéis distando aproximadamente 50 m um do outro. As pinturas que compõem os dois painéis são grafismos puros na cor vermelha. Ambos os painéis apresentam escorrimento de calcita, além de outros efeitos intempéricos. O sítio não possui qualquer tipo de proteção natural contra a irradiação solar e se encontra imediatamente à margem de um riacho sazonal. 3.9.7. Sítio Arqueológico Bicas VII Sítio com grafismos puros e uma representação circular raiada, todos na cor vermelha; algumas pinturas apresentam leve esmaecimento. Um único painel compõe este sítio que se mostra com deposição de calcita em alguns locais. O sítio apresenta uma área abrigada com possibilidades de escavação (Figura 22). Este sítio encontra-se a menos de 20 metros de um pequeno riacho sazonal.
3.10.1. Sítio Arqueológico Queixo D’anta I Sítio a aproximadamente 50 m de uma fonte de água permanente. As pinturas são na cor vermelha, em sua maior parte compõem-se de grafismos puros, todavia ocorrem antropomorfos, carimbos e zoomorfos (Figura 23). Em alguns locais há esmaecimento de figuras, pois, as mesmas ficam vulneráveis às intempéries e à insolação. Neste sítio é verificada a ação deletéria humana por presença de pichação.
3.10.2. Sítio Arqueológico Queixo D’anta II Sítio situado a menos de 20 m de uma fonte de água. Esse sítio apresenta pinturas a 4 m de altura e distribuídas em três painéis: painel 01 em paredão, painéis 02 e 03 em abrigo. Ocorrem grafismos puros e de composição caracterizados por alguns antropomorfos, esses, todos estáticos. Quanto à preservação, observa-se escorrimento de calcita por sobre as pinturas e presença de colônias de liquens; algumas figurações estão esmaecidas. Neste sítio também é verificada a existência de pichação semelhante à do sítio Queixo d’anta I (Figura 24).
3.11. Sítio Arqueológico Delfina Sítio localizado a 50 m de um riacho temporário. As pinturas, todas na cor vermelha, estão localizadas na parede e em alguns pontos do teto da área semiabrigada, em altura de 2 m da superfície. Os motivos são bem variados, desde grafismos puros a representações de composição como antropomorfos e zoomorfos, estáticos, além de carimbos de mãos. Há sobreposição de pinturas e áreas bastante borradas. Neste sítio ainda foram detectados efeitos provocados por intempéries, tais como: descamações e esmaecimento de pinturas (Figura 25).
Observou-se ainda que a maior parte dos sítios está localizada em área de difícil acesso, o que de certa forma dificulta a ação depredatória humana, entretanto, ações das intempéries são constatadas nos sítios localizados na região do Queixo d’anta, pois, esses são os que apresentam maior facilidade de acesso. Por fim, vale considerar que, o mapeamento arqueológico é o primeiro passo da pesquisa e um importante instrumento de gestão. Neste sentido, esse tipo de investigação na região deverá continuar em decorrência da riqueza arqueológica regional, mas, um mapeamento completo ainda demorará. As pesquisas de levantamento e mapeamento de sítios arqueológicos de arte rupestre na região do Vale do Salitre persistirão durante os próximos anos, a partir da continuidade e ampliação do Projeto Arqueológico Vale do Salitre.
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2017
©2017 (Autores) Cristiana de Cerqueira Silva-Santana, Gilmar D’Oliveira Silva, ©2000-2017 (Editor) Rupestreweb
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